domingo, 31 de janeiro de 2010


Há um lugar, Distante daqui, Onde quase ninguém pode chegar... Seu refugio incomum, Não se engane,os sonhos vem para quem é capaz de torna-los reais, Se só tem esse sorriso eu lamento, Não tente me convencer, Vejo mais do que você permite ver... Só quero um novo por-do-sol, Serei um novo anjo, A luz que seus olhos não podem suportar, Pois eu sei,qual é meu real caminho... Vozes do além,um outro dia porém nada vai mudar... Posso ser quem sou, Sem medo de me jogar ao infinito...

Acredito nos sentimentos de uma pedra...
Sobre o sol,sua casca cinzenta queima,

Em seu interior o aquece...
Quando chuvas tempestivas atinge a pedra só...

Lágrimas navegam junto as gotas em direção ao mar...
Seu disfarce mais comum...

Porque esconde-se óh pedra?

Se a vida guarda pra você o seu lugar...

Esse seu mundo restrito,oculto,só de sua própria solidão...

Um anjo negro encoberto...

Conta-me quem sou?Conta-me pra onde vou?

Mostra-se distante,desigual,solene...

Mas teme...temores irreais...

Não seja pedra...seja tudo ou nada...

Inexistencia não existe para você mais...
Pois sua face real já foi vista,

Pois seus medos e sonhos já foram descobertos...

Pois hoje vejo você além do cinza do manto que o circula...
Vejo novamente as imagens...
A dor que assola,
Nada consola...
Lágrimas são versos não escritos...
Por alguém que já não quer mais ler...
Sobre o pulsar de um coração,
Corre o sangue sobre os véus dos anoiteceres...
Queira sorrir de novo...oh dor...sorria...
Não cause a dor alheia...
Seu sofrer basta...
Só...não há companhias para dores...
Imagens desfeitas,
Apenas restos de um mero mortal...
Oh sol,não continue a iluminar meus caminhos,
Preciso da lua a me guiar,
Passos incertos de alguém que um dia,
As lágrimas deixou rolar...

sábado, 30 de janeiro de 2010


Sonhos sobre um céu que se apagou... Sobre janelas vejo minha vida, Não,ninguém consegue realmente chegar até mim.. Adormece minha alma, Ouvindo as canções de ninar... Há em algum lugar,um novo sonho pra te acordar... Olhos se fecham novamente, Não basta fecha-los,eles não me deixam ver, As verdades que procuro... Sem mim mesma,um perigo... Minha alma está só... Com o silencio da noite, Ninguém pode desperta-la... Pois ela agora descansa sobre o luar...
Não espera adormecer,
Os dias surgem,
Como sombras de uma luz solene...
Descansa em paz,
Sobre as azas de seu anjo...

Onde está eu pergunto?
Tudo aquilo que por instantes desapareceu...
O querer das cores se apagam lentamente,
Nada mais importa,
Não há portas no além...

E as respostas são apagadas,
Sobre as gotas de chuva de um dia cinza...
Eis que peço somente o silencio...
Não sua ausência...
Apenas agora permaneça segundos em silêncio,longe ou perto...

A segurança de máscaras ocultas...
Não pode segurar você...
E agora vejo seu mundo indo embora aos poucos,
Junto a ti...
As lágrimas que caem,as dores que se aprofundam,
Nenhum sonho pra sonhar...

Mas nada pode roubar o que vi através de seus olhos,
Sombria solidão,
Sombrios temores de um olhar sincero...
Continuando sua fuga...
Buscando algo sem saber o que e onde buscar...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


Preciso mais...
Um belo sonho real...
Mais profundo...
Um mergulho incerto,
Uma canção com todas as verdades...
Sentir-se só,com toda solidão então...
Ou sentir-se inteira...
Profundamente dor,
Ou profundamente alegria...
Agora me calo por instantes...
Vejo e apenas sinto...
O que ninguém mais pode ver...
Minha alma está só,sobre o luar,
Agora descansa...
Sobre o pulsar,agora sangra...
Precisa-se mais...
Mais que palavras desiguais...
Sobre as noites escuras...
Há um novo caminho,
Depois de um túnel...
Um sombrio universo,
Não,Não pense em fugir mais de mim...
Sinto que não é certo...
O certo a existir...
Se não compreendo,sei que também não...
Vejo outras fugas...
Sei mais do que devia saber...
Apenas não sei o que agora fazer...
Supremo dom de vida,
Sem vida,sem fé...
Um sonho oculto a sós,
Breves segundos,
Breves elementos...
Supremo dom de estar,
Em lugar algum,ou em algum lugar...
Quer,busca,procura...
Não pode crer,no invisível aos olhos...
Por que o invisível torna-se inseguro ao seu olhar...
Breve som,
Breve silêncio...Um breve toque...
Não há nada mais...e nada mais há...
Sinta-se livre pra partir e para ficar...
Ao partir,mergulhe ao infinito...
Um coração que bate ficará,caso seu coração esqueça de como se bate...
Mas se ficar,prometo,não te arrependerás...

sábado, 23 de janeiro de 2010


Uma alma pode estar, Sobrevivendo ao cansar, De sua triste desilusão... Buscando forças pra existir, Se já não posso mais sorrir, O que será que mexe com meus sentimentos? Se agora, Se hoje,não sei, Qual olhar me prende, Qual olhar me perde... Se hoje não sei, Quanto posso resistir, Quanto posso suportar... Outra alma pode estar, No mesmo caminho que eu, Sobrevivendo, E se essa vida parece um oceano, Deixe que eu me afogue, Ou faça-me de verdade viver...

O vento a soprar, Anjo meu tenta me consolar,
Com seu sopro de paz...
E nada faz sentido,
Outra queda vejo,sem pode-la evitar,
Um sussurro,um suspiro... Apenas o escuro,
A profundeza obscura de um segredo...
Palavras,nenhum sentido vejo nelas...
Nem mesmo sentidos vejo mais em mim...

Apenas um anjo...apenas anjos... Chegam até mim...


Olhos fechados,
Nada mais quer ver,

Possuindo uma lágrima apenas,

É o que resta a recorrer...

Olhos fechados...
Nada mais quer ver,

Querendo apenas uma esperança,
É o que consola o seu querer...
Olhos fechados,

Nada mais quer ver,
Buscando uma voz,
Que não mais agora soa em seu viver...
Olhos fechados,

Para esconder do mundo sua dor...
Outros passos seguidos de um virão...
Nada posso fazer,sigo a direção das sombras,
Folhas novamente cobrem o chão...
E nada do que era pra sempre é...
Nada realmente existiu...
Apenas passos desiguais...

Morrendo aos poucos...
Com o respirar impossível,

Apenas me permita viver,
Viver de minha dor,de minha partida,

Deixe-me chorar lágrimas de um oceano sangrento,
Lentamente,outras novas palavras sem sentido viram...

Outras pessoas,outros rostos passaram,

E eu ficarei com essa mesma dor,

Porque levaram parte de mim...

E se acaba,
A cada dia tudo chega ao começo do fim...
Sinto perder o espaço,
A dor mais profunda corta o que restou de mim em pedaços,
Tento resistir,mas é forte demais,

Me vejo cair ao chão,
Quero ser forte,
Quero poder sorrir e recolher meus pedaços em paz,

Sem precisar responder as perguntas que me fazem todos..
.
Deixe minhas lágrimas molharem todo o chão,
Deixe que eu me afogue nelas,
Que eu morra sobre elas...
Deixe me partir apenas...
Só,apenas só...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Salva-me só...
Sobre o oceano que nunca naveguei...
Sobre os sonhos que sonhei...

Salva-me só...
Das canções que tocam,
Dos furacões que sufocam...

Salva-me só...
De todas as flores do jardim,
Das borboletas a flutuar...

Salva-me só...
Do silêncio das noites sombrias,
Dos gritos de minha alma...

Salva-me só...
Sobre meus planos e ilusões...
Com todos os sonhos e canções que hoje possa imaginar...

Salva-me só...
De mim mesma contra mim...

Gotas de chuva molham toda a janela,
Por onde olhares percorrem tristes o teu semblante,

Um som ensurdecedor,sem sentido sem razão,grita em sua alma,

Ninguém pode ouvi-lo,pois por mais forte que seja,ele esta sufocado por suspiros,

Um leve sorriso se forma,uma grande dor se esconde...

Outra vez,tudo está no mesmo lugar,

Nada mudou e em instantes tudo volta ao mesmo modo como estava antes,

Fria alma vazia,apenas mais uma existência...

Uma gota,um temporal certo...

Um profundo viver,sem querer...

Nada faz sentido,porque não há mais sentidos a considerar,
Palavras silenciosas,sussurram...
Sussurrando...sobre mim,sobre nós...

E nada compreendo...de nada sei agora...
Apenas palavras,deixem-me viver de um estado só...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Uma ausência,
Sem poder nomear a dor,
Percorrem lágrimas em seu rosto,
Sem poder explicar o amor,
Segue tentando esconder o seu sofrer,
Em silencio procurando um olhar,
Que longe demais está,
Só lágrimas,
Só aquela dor...
Oh tenham piedade...
O amor de verdade agora precisou se afastar...
Tentando sobreviver ao pôr do sol,
Respira com dificuldades,
Oh porque não consegue ser mais forte pobre alma,
Oh porque insiste em me fazer chorar?
Tenho motivos pra sorrir,
Pois o amor é algo raro que encontrei,
Mas a distancia e o tempo causam toda essa dor...
Mergulhando em um oceano profundo,
Onde do balançar das águas faz-se um novo som...
Nada impede um novo começo,
Apesar disso,é preciso continuar,
Continuar a seguir os ritmos das ondas...
Sem pensar em uma parada segura,
É preciso,
Necessita-se de força,
Navegando por águas turbulentas,
Tão só de visão se faz a sua travessia...
É preciso sobreviver,
As tempestades que desafiam os mortais,
Quem há de dizer que não é capaz de sonhar
levado pelas ondas?
Agora,
Segue-se,a rumo algum,
Ou a algum rumo,não importa...
É preciso seguir esse oceano,
Uma gota o faz mutável,
Mergulhando nas suas profundezas,nada pode ser como era antes...
Apenas é como precisa ser,
Apenas é da forma com que um oceano profundo realmente necessita ser...


Por alguns segundos... Dias que foram sonhos reais,
Nada iguais a tudo que já vivi...
Hoje volto a sorrir,

Porque o amor encontrei em ti...

A busca por novos dias,novos sonhos pra se viver continua... Sempre,essa procura por você,pela sua presença...

E nada faz passar aquela dor, A ausência da partida, O medo do sempre não existir, Dor apenas dor, Guardada dentro de mim, Uma dor só, Sombria, Não há liberdade,não há como dividi-la, Algo tão só meu, Algo que alguém sozinho não suporta, De que vale um sonho, Que ao acordar traz a dor? Pare de chorar minha alma,daí-me paz... Volto a ser,a viver meu mundo só meu... Ninguém compreende... Ninguém aceita ver minhas lágrimas caírem... Delas faço meu oceano de ilusões e falsas esperanças, Que só podem tentar me salvar das dores... Ilusões e esperanças,que talvez sejam apenas refúgio... Uma alma doce,em segundos torna-se a dor profunda... Quem pode me salvar? Dessas profundezas em que me afundo todas as vezes, Que por horas lágrimas insistem em cair? Nunca vivi um sonho,mas também nunca vivi de uma dor profunda...

Em algum lugar, Existe uma
espera,

Espera por um breve silêncio,

Dos sons ocultos nada se pode
compreender,

Por ouvidos tão habituados aos
sons externos,

Uma dor sobre as sombras,sobe os
vales da saudade...

Não pode haver sorrisos alegres
de verdade...

Depois de ter sido levado uma parte
de si...
Um jardim de anjos,
Onde flores guardam seus segredos,
Onde não há o medo,
Esconde-se uma alma...

Um jardim de anjos,
Uma alma apenas,
Só com sua eternidade...
Um vento sopra,leve...
Leva um som ao infinito...

Um jardim de anjos,
Pede-se aconchego,
Abrigo seguro,
Nem que seja apenas de um olhar solitário...

Um jardim de anjos...
Borboletas trazendo as doces cores de um inverno congelante,
O orvalho das folhas se iluminam ao receber o raio de sol,
Outra vez um jardim de anjos...
Refúgio de uma alma aflita,
Que o tempo não pode curar sua dor...