quarta-feira, 29 de dezembro de 2010


Vi um mundo novo se acabar,
Em imagens que passaram depressa...
Enquanto as unicas verdades são mentiras,
Você se defronta contra si mesmo,
Tudo diante meus olhos,
E eu não posso resistir,ao que parece inaceitável...
Reconhecendo meus erros,
Eu renuncio a minhas velhas leis,
Sou o vento que ainda insiste em soprar,
Em velhas manias insensatas...
O mesmo vidro que se quebrou...
E a mesma gota de sangue de quem se feriu...
Enquanto isso,ainda permanece em você...
A canção que acalma meus medos mais ocultos...
Não poderei adimitir,
Que tudo torne-se lembranças...
Precisamos sobreviver a nós mesmos,
E é por isso que ainda permanecemos aqui...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Defrontantam-se a vida e a inexistência....
Vacilando em linhas curvas serenas...
Eis que surgem vastos sonoros e arrebatadores sons...
És a verdade oculta sobre o relento de sol poente...
Em todas as noites,versos falhos de um coração,
Em todos os dias as angustias de uma alma adormecida...
Restam apenas mais dois acordes,
Onde as horas perturbam e carregam pelas mãos os pobres ponteiros de um relógio...
Enquanto o dia não se finda,as batidas incoerentes prosseguem...
É insistente a crueldade do tempo,
Arrastando todas memórias para um tapete velho,
Como se fossem pequenos vestígios dos anos vividos...
Em meio á linhas serenas,encontra-se a vida em um suspiro,
Nas novas,velhas questões rotineiras,
Existirá o alguém que trará um luar de brilho novo?
És esse alguém quem fará o peso dos dias serem esquecidos...
És quem tornará o amanhecer irreverente...
Apenas mais uma pergunta...
Apenas mais uma questão sem resposta...
Que se intera profundamente aos olhos aflitos...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Mostre-me seus sonhos...
Revele seus segredos...
A capacidade humana nos tornando vulneráveis...

Mostre-me seus sonhos...
Revele seus segredos...
Suas escolhas não levaram você ao caminho certo...

Mostre-me seus sonhos...
Revele seus segredos...
Em um toque,toda mentira se desfaz...

Mostre-me seus sonhos...
Revele seus segredos...
Farei de todos sonhos uma doce realidade,
E de seus segredos,mais secretos em mim...

Mergulhada em sonhos vis,
As vagas lembranças que permanecem...
A revolta de um som conhecido,
E a vaga certeza de se estar diante a porta principal de um lugar qualquer...
Nos instantes perdidos na memória...
Em suas trajetórias incrédulas...
Ficam marcados as tantas vezes que o silêncio tornou-se enlouquecedor...
Os momentos quais a verdade e a mentira se confrontaram,
E quais nenhuma palavra fizeram sentido...
São os finais nunca escritos,
E as combinações imperfeitas formando acordes mal tocados...
Assim se revela a vida sobre a morte,
A morte sobre a eternidade,
E os dias sobre os segundos...

terça-feira, 23 de novembro de 2010


Não pode ver nada que esteja na sua frente...
Caminha como se soubesse onde ir,
Mas na verdade,a verdade eu sei...
Sei onde você está,
Imaginando cores nas vibrações frias de uma prisão...

Quer apenas ser salvo de um grande pesadelo...
Quer um novo sonho pra sonhar,
Só não faz idéia de onde encontra-lo...

Vejo cada resto,sobra de você,
Quando em pedaços se encontra,
Parece tão fácil decair...
Ninguém mais o vê...

Eu sei onde você está...
Sei o quanto procura uma saída...
Sei que precisa de mim...

Que seus sonhos não desmoronem mais...
Porque eu,não vou mais permitir...
Então venha e salve-se...
No final quem será salvo não será você...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010


Solene magnitude embriaga...
Olhos estranhos se fixam...
Em direções ocultas...
Somente na vinda incerta a lugar nenhum,
Soma-se as horas,
Nada resta,se não respirar,
Então na ultima prece há de ouvir,
Os sinos e a multidão incrédula...
Andam contra marés....
Em torrentes de infinitas ondas,
Carregadas sobre luar e estrelas...
Infundadas mentiras e futilidades...
Ocultam as reais e notórias falhas,
Seguindo percursos...
Onde ninguém mais pode chegar,
Apenas faces ocultas...
Solitárias sombras a andar por entre multidões...
Profundos insanos sonhos,
Debatem-se sobre as ilusões...
Desconhecendo significantes questões...
Realidade obstinada a ficar,
Correndo em ondas sem fim,
Ondas de dores regidas pelo som de musicas mal cantadas...
Compreenção fora de cardápio...
E o caminho refletindo a morte...
De uma pobre alma ainda em vida...
Vida qual desconhece seu sentido...

Quebra correntes,
Sobre sons breves,
Retorna o cantar solene...
Portais sobre acordes,
É somado o julgamento sobre muralhas,
Não há nada,nem ninguém...
Somente mentiras sobre verdades...
Somente o vasto vazio,
Onde a morte é imortal
E a vida nada significa...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010


  • Na tentativa de partir...
  • Veio a desmoronar...
  • Nos devaneios de vidas confusas...
  • Perdem-se momentos vastos de pegadas...
  • Escondendo-se em gestos ocultos...
  • Finda-se...Finda-se a vida serena...
  • Precáriamente,definha...
  • Em sóbria sensação de dor,
  • Incapaz de qualquer reação...
  • Transforma-se em fios de ouro,
  • De uma manhã nublada...
  • A avassaladora corrida contra o tempo....
  • Que arrasta toda e qualquer glória...
  • É refletida na triste partida...
  • Dos segundos incrédulos...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sobre a mesa antigas recordações...
Há um bem maior...
Que nos faz permanecermos vivos...
Está nas canções...
Está no olhar que se intensifica...

Citações de um poema bem escrito...
Frases que fazem repensar...

Há alguém a sua espera...
Há alguém que sonha todas as noites...
Não a faça esperar tanto...
Pois isso a matará...

Em um céu de nuvens negras...
Existe um luar e estrelas a brilhar...
Bem longe daqui...
Distante demais pra consolar...

Há alguém a sua espera...
Há alguém que sonha todas as noites...

A fuga inicia-se novamente...
As batidas tornam-se enfraquecidas...
Punhal feroz atinge a carne...

Oh sangue caindo sobre a face...

As gotas rolaram,junto de lágrimas...
Dor,infinito inicio de um fim...

Partida,dilacerada...
Um portal para o desconhecido...

Tudo é um sonho...

Não se pode despertar...

Acorde...Oh acorde...

O quanto um sonho é capaz de ferir?

O quanto a verdade pode machucar?
Nem todo tempo apaga velhas cicatrizes...

Então acorde...Acorde que irei lhe salvar...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Correr a algum lugar,
Não importa quando chegarei,
Meus caminhos não conhecem outra direção..
Sonhos meus,palavras apagadas,retiradas do lugar...
Em frases perdidas,não encontro mais teu olhar,
Já não sei onde estou...
Por você,
Conto segundos,instantes pra te ver...
Só assim,encontro um porto seguro...
Por você,
Meus pés conseguem chegar aos caminhos que preciso percorrer...
E não será invão cada sonho então,
Que decidi por buscar...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010


Compreensível destino sós....
As folhas que caem....
Levam de mim pequenos fragmentos...
Sobre o luar fortes ventanias,
Sopram o destino a vós...
Ouça meu pranto...
Oh anjo das noites frias...
Traga-me ao confronto final...
Descansando sobre a madrugada...
Deslumbrando a manhã sombria...
Vendo em meus olhos as breves lembranças...
Os mesmos vastos,dolorosos traços do tempo...
Oh anjo das noites frias...
Venha guiar-me por entre as estradas escuras que cegam-me...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sobre as ondas...
Doces marés...
Veio o sono despertar...
Com um toque,
Fortes ventos...
Que eleva para algum lugar...
As verdades,escondidas...
Jamais vão se revelar...
Doces palavras,melodias,
Em musicas a tocar...
Em silencio,
Faz-se martírio...
E o fim é apenas um recomeço...

domingo, 17 de outubro de 2010

Vi em sua face a morte...
E nada pude fazer...
Estava em meus punhos mil algemas...
A dor do adeus é sempre perturbadora...
Agora falta um pedaço de mim...
Mas os céus também precisam de anjos bons...
E terei que entender...E terei que aceitar...
Jamais ter seu olhar...

Ainda sinto que estás aqui...
Que a qualquer momento vai passar pela porta...
E correr até mim...
Mas volto a realidade...
Segundos de pleno delírio...
Não estará mais aqui...
E terei que entender...

Só peço que de onde esteja me dê forças...
Para aceitar...
Que os céus também precisam de anjos bons...

terça-feira, 5 de outubro de 2010


Toca minha pele,
Na ultima esperança de encontrar vestígios de minha
alma inexistente...
Anjos falam muito,o tempo todo...
Em murmúrios silenciosos...
Eis que pedem mais de mim...
Queres de mim...então...o leve vento dos bosques,
trazidos por asas inerentes?
Queres o furacão mais devastador,que faz ondas revoltas?
Queres de mim os doces acordes de musicas ao longe?
Queres os gritos arrebatadores de terror das casas vazias?
Queres um leve toque em suas mãos?
Ou uma faca dilacerando-te o coração?
Queres...peças...implore...
Depois diga-me qual a canção que desperta sua alma...
Qual a razão do que vejo através de sua face...
Transcendente...Transparecendo-se...
Embriagando-se em mim,através de seus olhos...
E anjos já não dizem nada,sem considerações ao tempo...
Adormecem,nas relvas plácidas dos bosques sombrios...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Defrontam-se a realidade...
Pensamentos objetivos,
E quebra-se as vertentes...
Obscuro lado negro das ondas terrenas...
Reflexos submissos,
Encontrando formas de sobreviver...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Verdades,secretas,
Me fazem lembrar você...
Sobre as coisas que pensou em dizer...
E eu sei,de todas essas palavras,que seu
coração transpareceu pra mim...

Um anjo sobre meus tormentos...
Onde meus sonhos não encontram mais fim....
E eu sei,que agora pode ouvir,
O som incerto e confuso da minha alma...
E minha alma esclarecer....

Então venha encontrar meu mundo...
Venha,transformar num toque minha vida...
E trazer a paz que só em você encontro...

Eu poderia ser,muito melhor com você...
Frases estranhas,
Em conjunções sem fim...
As paredes se afastam de mim...
Olhos cegam-se,
Onde o sol procura chegar,
Em caminhos intocáveis,
E a brisa retorna ao mar...

As preces voltam...
As horas e os dias passaram como águias distantes...
Breves lembranças,que dão aconchego....
Breves caminhos,que não voltaram...
Os sonhos jogados sobre a velha mesa,
Ainda permanecem lá...
A procura de uma alma que os faça renascer...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

E o tempo passa...
Como se pudesse levar com ele todas as dores...
Voa,como se ouvesse leveza...
Se debate contra as folhas como se encontra-se caminhos...
Em velhas pegadas...
Eternas marcas na memória...
Fracas sombras de um passado...
Perdidas,luzes...
Onde o sol não encontra,
Os sonhos contidos nas noites de luar,
Causam-lhe medo...
Assombro,pavor...
Então esconde-se nas mentiras...
Tentando mentir pra si mesmo...

Mar em fúria,
A busca insana é retomada...
Sonhos são jogados ao vento...
Onde o sol jamais poderá chegar...

Corre a procura de um caminho...
Cega-se com a escuridão,
Sonhos jogados ao vento...
Onde as curas já não podem chegar...

Silêncio das águas,
Em lágrimas estão os olhares...
Sonhos jogados ao vento...
Onde a verdade se esconde...

Olhos negros,
Refletindo a noite...
Em sonhos jogados ao vento...
Onde sonhos são apenas sonhos e
o resto não importa mais...

Versos atroz em melodias ao fim...
Preces são esquecidas e promessas quebradas..
Onde estará o novo brilho a salvar as almas ?
O sangue verte nas veias,
A procurar uma fuga por entre as mãos...
Velhos sonhos são jogados pelas ruas,
E a volta só há a escuridão...
O frio invade por entre frestas entreabertas,
A sombra da noite retoma seu destino...
Breve sons jogados ao vento...
Breves instantes de lucidez...
Escreve como se entende-se...
Chora como se ainda sentisse...
E sorri,ao pensar que engana...
Mas mente...Mente como uma criança e seus medos...
Esconde-se sobre seu forte seguro...
Onde a vida jamais vai bater na porta...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Há uma porção,
Irremediável,querendo uma gota de oceano...
Uma cicatriz incurável,
Qual ondas em rondas não podem levar...
Navega por dias a fio,
Apenas tentando encontrar...
Mais uma bela canção,
Onde possa jogar-se sem sentir medo...
E o que espera,
Está tão próximo...
Tão longe a muito tempo,e ao mesmo tempo se vai...
Como se houvesse em algum lugar,
Tudo aquilo que se espera...
A dor retorna a caixa,
Caixa de sonhos jogados sobre a velha mesa...
Ninguém a vê...Ninguém a verá...
E suas buscas se tornam insanas...
E a cicatriz,latente busca apenas parar de doer...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Só sua voz pode proferir...
As palavras das quais eu preciso...
E só o seu toque,poderá curar,aquela dor ...
Agora não há mais seu olhar em mim...
Sigo,precisando me agarrar a meus projetos vazios....
E nada segue no rumo certo,
Porque a falta das coisas simples,são as que mais me ferem....
Vejo o sol
E meus olhos tentam apenas refleti-lo...
Seu rosto estará lá...
Sempre vai estar,
A espera de um novo sonho...
Onde tudo faça sentido outra vez...
E as cartas que ocultei serão abertas...
Aonde eu for...
Haverá um novo amanhecer...
E a ilusão,será novamente um passado distante...
Suas palavras soam,
Como uma canção...
E as coisas jamais ditas,
São as mais entendidas para mim...

sábado, 14 de agosto de 2010

E a forte afronta volta a reinar as vésperas de um incrédulo amanhecer,
De onde vem vastas correntes de ar,não poderá percorrer o frio da noite,
Palavras se confundem,como sons desarmoniosos,
Solar fonte de vida,
Provem vales a caminho da morte...
Restará porém,incansáveis vazios ao longe...
Onde descansará sobre a face o sonho secreto...

quarta-feira, 7 de julho de 2010


E você tenta se proteger,
Das armas quais possuiu,
Esquiva-se da luz do dia,
Procura a escuridão,
Dá passos ao fim das ruas...
De encontro a paredes frias,
Lá está seguro,
Lá sente que ninguém poderá submete-lo a perguntas...
Não teme o frio das noites,
Nem as nuvens que encobrem o céu...
Diferencia-se as expressões da sua face,
Com as intenções de seu olhar...
Procura manter-se protegido...
Mas não pode fazer isso...
Não pode,por negar a si a visão dos seus sonhos...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Porque minhas palavras soam tão mal,
E eu não sei mais onde é meu lugar,
Talvez não seja nesse mundo,
Talvez não seja em seu coração...
Preciso apenas,
Ter um pouco de paz,
Qual encontro em você,
Qual eu já não posso descrever,
E você indiretamente me fere,
Me fere com palavras não pronunciadas...
Como se eu lesse seu pensamento,
Nem sempre sua visão pode ver,
Nem sempre minhas preces podem te proteger,
E eu me pergunto,
Onde está meu lugar...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O alto grau de salvação,
Encontra-se sobre a mesa,
Quem há de resgata-lo?
Oh dor inoportuna,
Apóia-me em seus braços...
Como forma de consolo...
Ei de em minha face ainda encontrar,
Vestígios de alegria,
E em meus olhos ainda verás,
A esperança que me foi tomada...
Quando novamente lembranças carregadas,
Desencadearem versos tristes,
Tomai minhas mãos,
Como forma de aquecer um coração negro...
Retorna-me a paz,
Com simples olhar...
E verás seu anjo em um novo recomeço...

E eu queria que soubesse,
Qual o motivo das lágrimas e
esse silencio em meu olhar...
De palavras,inúteis,
Mas não consigo ver outras saídas...
Fecharam todas as portas,
Meu sacrifício será após o por do sol...
E eu queria que soubesse antes disso,
Do peso que carrego sobre meus ombros...
O medo torna-me covarde,
E o tremor,faz meus passos saírem da direção...
Mas o que mais temo,é que você não veja...
E eu queria que soubesse...
O quanto sua respiração faz a dor ir embora...
Queria que tomasse consciência,
Do quanto seu sorriso me acalma nas tempestades...
O quando seu olhar traz luz,na escuridão que encontro-me...
Minhas palavras,
Mero alfabeto sem valor...
O que me ferem...
Nada consigo pronunciar,
Não há nada,
Nas coisas que eu jamais disse...
Assim a vida perde seu sentido,
Minha ilusão cegou-me...
E eu queria apenas que você soubesse,
O quanto minha existência encontra-se vazia...

segunda-feira, 28 de junho de 2010


Há uma linha tênue entre seu sorriso e seu olhar,
Por mais que versos simples,sejam inúteis,
Palavras prosseguem com a idéia fixa de manter-se
a escrever-los...
Dignamente velhas folhas,papeis dobrados sobre a mesa,
Coisas atoas...
Coisas demais...
Caminha contra as luzes do sol,
A observar a própria sombra,
O vento sopra forte sobre sua face,
E a questão não é o que isso irá causar...
A questão de onde irá chegar...
As probabilidades de um sucesso cega
O possível erro casual...
Mais sublime és,
A linha tênue que percorre sua face quando sorri...

sábado, 26 de junho de 2010



Até quando sacrificarei meu sorriso?
Até quando acharei normal agir assim comigo mesma?
Sobre espinhos e punhais coloco-me frente a frente...

Nada mais resta,
Se não feridas...
E o velho medo volta...

Temo olhar para o novo amanhã...

Mas na verdade o que mais quero é
que alguém
faça tudo isso ir embora...
Na verdade sempre houve um medo,

Na verdade,viver é algo que não aprendi...
Sigo os caminhos,desviando da realidade,

Vivendo sobre um mundo inexistente...

Mas na verdade o que mais quero é
que alguém
faça tudo isso ir embora...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Há sobre pontes novas,
Um novo caminho
Sem igual...
Atravessando velhas avenidas
Algo está errado,
Mas as curvas permanecem no mesmo lugar...
O brilho da noite,
Faz as coisas serem totalmente desprezíveis...
As flores crescem,como se implorassem por salvação..
Ao seguir a estrada,
Um doce olhar vai guiar,
As pedras que circulam toda parte,
Uma escala breve haverá...
Sobre as montanhas, sempre há de surgir outra face..
Sobre canções, versos e poesia,
Uma breve estrofe obscura, inadequada,
Incompleta e incompreensível...

Dias perdidos,
Outro caminho a percorrer,
A sensação inoportuna de perder constantemente surgirá,
Engana-se e mente a si mesmo,
Como se ninguém estivesse presenciando a cena,
Teatro criminalista da vida,
Segue como se a peça fosse seu ar,
Mas conheço sua verdadeira face,
Então tire as mascaras,
Olhe para mim,
Então as abandone para sempre...
Conheço cada gesto,
Mal elaborado,
Percebendo sua sutileza,
E as paredes tornam-se cúmplices das minhas descobertas...
Sei mais de você,
Então largue a mascaras que você mantém,
Tire-as e olhe para mim,
Então as abandone para sempre...

quinta-feira, 24 de junho de 2010


Não compreendo nada...
Não compreendo nem a mim mesma...
Então,venha e diga,
As coisas que eu já sei...
Talvez agora tenha que ouvir...
Talvez seja tudo que eu preciso...
Seu sorriso absorto ecoa por toda face...
E quando leio palavras em seus olhos...
Meus medos me prendem...
Então venha e diga pra mim,
As coisas que eu já sei...
Preciso ouvir,
Talvez seja tudo que eu preciso...
Então venha,e conte-me o
que já estou cansada de saber,
Ou simplesmente,não diga nada...


Uma imagem retorcida
Sobre orvalhos das flores...
Sua resposta é sempre a mesma,
E as perguntas se repetem,
Há um lugar,
Em lugar nenhum,
Pra alguém como eu...
Para alguém como você...
E essa é a única razão,
De me manter-me intacta...
Sobre coisas tolas,
Não há reação,não há o mínimo da emoção..
Cale-se novamente,
Suas respostas tão iguais as minhas perguntas são as mesmas...
E você também se perde...
E você também já não sabe onde está...
E eu volto a repetir...
Há um lugar,
Em lugar nenhum,
Pra alguém como eu,
Para alguém como você...
E essa é a minha razão, minha única razão,
De continuar sugando ar em meus pulmões...

quarta-feira, 23 de junho de 2010


Partem-se,pedaços de um passado...
Cala-se uma voz em mim,
E sua imagem volta a ecoar sobre pensamentos,
Sonhos que jamais quis sonhar...
Em sua face congelam...
Que dure pra sempre,
Porque agora,
Porque agora preciso de você...
Preciso na verdade,encontrar a mim...
A quem perdi em lugar nenhum,
Pode não ser compreensível agora...
Posso demorar a entender...
Mas o clamor que implora e suplica o afeto está queimando...
Porque o frio da noite também me fere...
E as palavras de todos nada mais dizem...
Preciso agora de você...
A simples paz que procuro...
Já não encontro-a mais em mim...
A libertação plena jamais alcançarei...
Minhas preces e minha proteção estão jogadas contra você...
Porque agora preciso de verdade de alguém...
Porque agora preciso da realidade...
Porque agora,preciso realmente de você...

Tenho tentado permanecer aqui,
Como se nada fosse possível,
Como se nada fizesse sentido,
E pra nada servirá,
Se cegos não puderem realmente ver...
Se os nossos ouvidos não mais puderem ouvir,
Coisas das quais jamais alguém pode alcançar?
Somente o oculto som das almas aflitas podem serem ouvidos...
Somente a face negra da razão pode ser encarada...
Fecha os olhos,
E o pensamento percorre lhe sobre a mente...
Sinas permanecem sobre a estranha visão sobre o mundo...
Seus passos não levam a lugar algum...
E é incompreensível demais pra um só ser...
Ver o mundo todo se acabar...
Mãos frias deixam de mover-se em direção ao sol...
A noite,sonhos levam...
No dia,desperta os doces sonhos,
Incapazes,inalcançável...
Por apenas um único motivo...
Medo... Medo da vida...
Do desconhecido sentimento que confunde um
pobre coração que já está partido...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Reduziu-se sangue sobre as veias,
Corre como se houvesse destino certo,
Indestrutível,
Cala-se,oh pobre sons,
Eis que a vela da vida queima,até morrer...
Suas preces,são cartas marcadas,
Seus pés com as impurezas improváveis e inaceitáveis,
Sobre as costas,
Cortam-se adagas infestadas por sangue inocente,
Há fontes de renovações,
Águas turvas,quais embriaga-se seus servos,
Olhos sobre sombras,
Carregadas de mil sensações,
Há um norte para um sul,
Onde o sangue que corre sobre as veias,
Já não é mais doloroso,
E suas mãos não possuiram mais o peso de um coração,
Reflete sobre as águas límpidas a pureza inegável,
Sobre os segredos da vida,
Em um baú preso aos labirintos,
Encontra-se o verdadeiro sentido do pulsar...

domingo, 20 de junho de 2010


Esqueço o passado...esqueço a dor...
Nas asas de meu anjo...
Protege-se um coração,que ainda não consegue bater da mesma forma que antes...
Nas asas de um anjo,
Esconde-se uma alma em busca de abrigo...
Nas asas de um anjo...
Sempre haverá minha paz...

terça-feira, 15 de junho de 2010


Como posso ser tão idiota?
Ao ponto de ainda achar que as pessoas são confiáveis...
O céu não deixa de ser menos azul,
E as estrelas não deixam de brilhar...
Mesmo que esteja com meu coração nas mãos,
Tudo está certo,nos seus lugares...

Como posso ser tão idiota?
Ao ponto de ter esperanças nos meus sonhos...
O sol brilha,
E a chuva cai...
O tempo não para,
Não há mãos estendidas pra ajudar-me a levantar...

Como posso ser tão tonta?
Querendo ver no fogo algo ainda inteiro...
A chama não deixa de queimar,mesmo quando parece que a brasa se apaga...
As ondas não param de ir e vir,mesmo quando se acalmam...
E o que queima em meu coração,ondas gigantes não apagam...

Como posso ser tão tonta?
Pensando que mentiras,são causadas por feridas abertas...
Pensando que magoas podem ser menos dolorosas em mim,
As folhas e as flores caem no outono,
Para na primavera renascerem...
Mas ninguém colocou em meu calendário a data de minha primavera...
E quando ela vai chegar?
Não eu não sei...

segunda-feira, 14 de junho de 2010


O que acontecerá,
Se as portas estiverem trancadas,
Não restará nenhum vestígio para mim...
Mostrará-se novamente incrédulo,
E meus possíveis erros...
Quem olhará por mim?
Quando tudo que conheço desmoronar?
E não houver,caminho seguro,
E minha alma estiver novamente em apuros,
Quem poderá tirar de mim cada pedaço de vidro
mergulhado sobre minha pele?
Sem respostas,sem razões,
Minhas verdades são mentiras,
Confeccionadas por meus sonhos,
Passos são incertos...
E realmente meu lugar não é aqui...
Quem me fará acreditar diferente disto?
Quem olhará por mim?

domingo, 13 de junho de 2010


Dias passam depressa demais
Escuto os sons do pulsar de um coração,
Será que minhas atitudes estão todas na contramão?
Procuro meu caminho,
Mas me vejo só sobre um deserto
Onde estará minha alma?
Onde está o que a desperta?
Onde preciso estar de verdade?
Sei que aqui,talvez não seja meu lugar...
Eu preciso me reerguer novamente.
Sua voz soa como um universo paralelo,
Preciso novamente recomeçar,
Mas não sei qual passo dar,
Por onde caminhar,
Sozinha sobre um deserto,minhas pegadas são apagadas pelo vento,
Não poderei voltar...
Congela-se um coração novamente,
Quem poderá aquece-lo?
Responda por favor...
Minhas palavras soam tão vazias,
Então,me abrace forte e as preencha depressa...
Sinto cada vez mais,
As cicatrizes,quais eu mesma causei...
Se nada me despertar,então o que vai ser,sempre um coração congelado?
Talvez você possa faze-lo pulsar...
Talvez possa fazer minhas palavras não serem vazias...
Então me abrace...
Me abrace com a certeza que o tempo não existe,
Com a certeza que o impossível não existe,
Com a certeza que o universo não é apenas o que os nossos olhos podem ver...

terça-feira, 8 de junho de 2010


Parte da escuridão,
Esquece das horas,
Que passam em sua memória,
Instantes de um momento,
Trancado a sete chaves,
Seu segredo mais oculto,
O corpo treme,
Sua pele fica fria
E as correntes que o prendem...
Partem-se com um novo propósito,
Inatingível está...Sobre velhas ondas sonoras...

Velas queimam sobre a mesa,
Que perece na imensidão,
Descontenta-se das horas frias...
Confusamente se distorcem,
E dilaceram almas inocentes,
Grandes histórias permanecem em sigilo,
Proteção,medo,angustias,somam-se...
Restam apenas o perigo constante...

Morre a cada dia,enquanto pensa estar vivo...
Morre a cada palavra,
A cada momento que chora,ou sorri...
E nada implora se não absolvição para seus erros mais incrédulos...
Morre quando pensa que está vivo e também quando pensa que morreu,
Morre,se não enfrentar a si mesmo...
Se não combater-se,
Acima de tudo vive-se,enquanto constantemente morre-se...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Totalidades,imortalidades...
Suas pegadas prosseguem marcadas,
Sua sina é mais que um breve sono...
Sua musica soa nos acordes mais altos
E nada parece chegar até seu destino...
Parece não existir...
Instantes guardados,em profundos corações,
E a alma segue assim
Sem princípios e fins...
Só querendo saber quem realmente é...
Ouça sua voz,
Veja-se diante ao espelho...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sós fogo ardente sobre correntes secretas....
Alma cortante,mata,fere,revolta-se...
Por meios vagos,devasta...
Inflamação cortante de brilhos torrentes...
Anjo volte a voar,
Suas asas já possuem consertos...
Diferem-se de um coração...
Exalam seu perfume sobre campos solenes...
Em mim cala-se canções...
Em mim,embriago-me em busca de consolo...
Em mim,anjo meu descanse após seu vôo...
Pois momentos são vastos de morte...
E a vida,poucos sabem vive-la...

domingo, 30 de maio de 2010


Faz dos meus passos secretos
Uma canção,
Leva sobre a relva novas paixões,
Incurável leveza,
Atravessa mil espinhos sem se ferir,
Fere sem nem ao menos dor sentir,
Calmaria,paz,
Novamente algo está errado,
Gritos,sussurros,
Sua vida volta a dar as mesmas voltas em torno de si,
Senso critico ativado,
Outra vez é dada a largada,
Corra,jogue-se sobre os espinhos.,
Reze para ser imune a eles....
Em minha caverna,
Há um por do sol singelo,
Tenho a leve sensação
De não pertencer a esse lugar,
Talvez um dia eu me encontre,
E possa viver realmente da minha forma,
Desigual demais,
Não consigo fechar os olhos pra certas coisas,
Há um novo luar,novas estrelas,
Me levam para lugares desconhecidos,
Queria ao menos poder ser quem realmente sou,
Mas algo me impede de seguir,
Se houvesse algum lugar nesse lugar pra mim,
Mas talvez um dia o encontre...

terça-feira, 25 de maio de 2010




O frio volta aos arredores da alma,
Que se curva diante todo seu poder...
Por mais que congele em graus muito baixos,
Sabe que a alma fria,
Tem impacto surpreendente maior...

Encontra-se distante,distraído...
Mar em fúria,furacões,
Levando mil razões,
Onde nada parece estar...
Simplesmente,alma nunca mais voltará...

Dentro da vida sono breve,
Eleva-se para sonhos profundos...
Guarde-me então em vestígios de lembranças...

sábado, 22 de maio de 2010

Que todas as coisas,
As quais prometi,
Sejam minhas forças,
Para onde seguir...
Sóis só um ser,
Em uma só direção,
Minhas garras,meu poder,
Meu destino está nas minhas próprias mãos..
Anjo junte-se a mim,queira saber viver...
Ao meu lado,sem passado...
Estais a morrer,dia após dia,
E eu peço ensine-me a viver...
Anjo sei que está,
Sempre nesse mesmo lugar...
Me ajude,deixe-me te guiar...
Abrange os sonhos uma breve canção,
Se um coração passar a bater de pressa,
Quem poderá o segurar?
Se a vida segue em rumos obscuros...

Sonhos aflições demais,
Podem sufocar,
Quem vai poder impedir a vida de acontecer?
Se insanos passos levam o corpo entre as ruas da cidade...

Talvez agora falte pouco,
Pouco pra tudo acabar,
E novamente recomeçar...

O filme volta a passar,
Com as mesmas tristezas e temores...

Só espero que todas as minhas prisões estejam seguras,
Pois elas me protegeram do mundo lá fora...
Escuridão e frio,

É um estado que não mudará,

Não se atreva a tocar em mim...

Fique longe,o suficiente pra não ser atingido por meus espinhos,

Posso ferir a quem tentar....

E não quero feri-lo,

Nem ferir-me novamente,

Cansei de tentar viver...

Não posso estar em constante observação...

O calor que vem de você atinge minha alma...

A brisa que o vento trás,congela meu coração,

E a sinfonia da sua voz,estremece minha pele fria...
Não se atreva a chegar próximo de mim...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Velhas fotografias,
Lembram o passado,
Mas quem quer lembrar?
Só o presente pode dar o sentido exato...
Revistas velhas,datas antigas...
Lembre-me de esquecer...
Lembre-me de deixar tudo pra lá...
Esquecer,essa é a palavra pra felicidade nesse momento...
Esqueça-se também...

Caminhando por ruas,
Novamente as mesmas,
Lembranças voltam,
Como fantasmas a assombrar,
Quem precisa delas?
Esqueça-as,
Me lembre de esquece-las...
Me lembre de deixar tudo pra lá...
Esqueça-se também...

terça-feira, 18 de maio de 2010


Quebraram as correntes
Mesmo assim ninguém encontra as saídas na escuridão...
Quebraram as correntes,
O segredo segregado através dos tempos jamais se revela...
Cala-te,escute...
O som dos prantos das noites mal dormidas...
Quebraram as correntes,
Num momento de terror,
Onde tempestades vinham sem piedades...
Quebraram-se,partiram-se...
Todas as fugas imbecis dos moradores dessa caverna...
Roubaram-lhes a vida...
Quebraram-se as correntes...
Libertaram um pobre coração,
Que cegou-se com a luz divina e ferido volta a escuridão...
Quebraram-se as correntes,
Não com intuito benéfico do bem geral...
Mas com a certeza de que era chegada a hora de uma nova cicatriz...