sábado, 30 de julho de 2011

E o dia nasceu outra vez,
Outrora quiz versos simples

Em sublimes sons da noite...
Era a hora certa,o dia certo,
De instântes incertos...

Iniciava-se nova vida,

Nova morte,

Novos sonhos...
E o mundo ganhou um brilho desigual...

Um ser incomum,
Em suas vestes de prata...

Vejo as estrelas sobre seus olhos...

Anjo tecendo histórias,

Salvando vidas,perdendo-se em outras...
Encontra-se diante o espelho,

A beleza mais pura, Do bem e do mal...
O sopro de vida latente em sua alma,

Rouba sorrisos,sequestra olhares,

Transforma-se assim,fonte de luz clara...

O que desejo a esse anjo tão doce?

E o que espero desse meu anjo?

Se não mais que seu sorriso mais lindo,

Não mais do que sua presença...
(Parabéns Clebar^^)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Estou a caminho de acreditar...
Que há um infinito céu,
Mesmo quando não se acreditar...
E entre linhas são mais frequentes do que se imagina...

Estou a caminho de acreditar...
Na breve chegada do amor...
Nas verdades,de um dia de sol...
Confusões veem se formando dentro de mim...

Nunca sei o que dizer...
Mas estou no caminho de acreditar...
Talvez a vida tenha algo melhor pra mim,
E eu devo esperar um pouco mais...
Apagaram-se todas as luzes,
Nada mais ilumina e aquece...
Nas sombras de algum lugar ninguém sabe se ainda poderá haver luz...
As cortinas se fecham,
Os olhares se resguardam,
Novas perguntas não se calam,
E a mortal face se revela,
Quem poderá salvar-se,das incertezas do novo dia?
Quem poderá salvar-se,de si mesmo de sua tediosa companhia?
Quem vai,conseguir,conviver com a imagem refletida no espelho?
Se nada faz sentido,não precisa-se de luz...
Não precisa-se de nada... Pois toda escuridão guarda o brilho das estrelas,
Pois toda escuridão traz consigo a futura luz...

Oh doces sonhos das noites sombrias...
Venha cobrir com seu manto negro meus olhos cansados...
Em olhares distantes que corroem a ausência incerta...

Alguém ei de compreender cada linha e cada palavra que eu proferir...
Antes que tarde demais seja meus tormentos...
E dos sonhos não acorde mais...

Oh doces incessantes sonhos banidos da realidade...
Levai-me daqui...
Pra tão longe o quanto puder...

Salvai...A parte de mim que ainda sente...
E retornarei a pressentir,
Cada sonho só teu...

Oh...Essa é a melhor parte de mim...
Tão só,tão unicamente minha...
Que em sonhos vastos,seus sonhos se tornam meus...

quarta-feira, 27 de julho de 2011


A sós,olhos se perdem,
Quero você...
Assim como as folhas não são nada sem seus galhos,
Minha vida perece a sua falta...
E meus dias ficam incompletos...
Quero você...
Assim como as águias amam a liberdade,
Se jogam em suas paixões,sem medo...
Quero mergulhar fundo nesse sentimento...
Em mais sublimes versos,
Adormecer sobre os sonhos da sua chegada...
Nos poemas que poetas não sabem escrever...

terça-feira, 26 de julho de 2011

O ardor da paixão,
O que queima sobre os olhos afoitos,
Beijo que cala e rouba o ar,
Se findam na memória para sempre,
Em um doce toque,
Em uma unica morada,
Sofre calado a simples ausência...
O que é se não amor?
Aquilo que não tem nome...
Aquilo que nos toma pelas mãos e eleva nosso sorriso?
Se de lágrimas sofre a saudade de um instânte,
A chama que desperta o coração aflito...
É a própria razão que se afronta...
E o que é se não amor?
O que o sonho e o desejo carrega,
O que se quebra em um beijo,
Renasce a morada...
O que é se não amor?
O que é?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pensei em dizer,
Aquilo que eu sentia,
Mas só hoje fui perceber exatamente o que eu queria,
Tentei mudar as coisas de lugar,
Tentei não mais chorar,
As lágrimas que já não tinha,
E agora a vida faz de mim um barco a navegar,
Em águas turbulentas em batalhas sanguentas...

E se meu desejo for apenas voar?
E se a vida continuar,
Eu terei meus sonhos em minhas mãos,
Ninguém pode acreditar,
No que diz em meu olhar,
Já nem faz algum sentido...

E eu desejei não mais ver a dor,
E eu desejei não tê-la em mim...
E eu quiz me tornar parte de algum lugar...
Mas a diferença que me cerca e afasta,
É a mesma que me faz tão próxima de mim...
E o que resta para mim?
Outro dia de sol,
Que carrega sobre as almas,
As verdades que não entendo...
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E o que resta para mim?
Se sou feitas de sonhos,
Que nunca tem fim,
E o que irá acreditar?
Que não sou apenas mais uma a falar...
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Os dias me trazem uma nova decepção,
Já não sei reagir,
De que vale existir,
Se jamais encontrarei aquele olhar...
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Os meus anjos,me contaram,
E eu nem pude acreditar,
Que minha vida,não é nada,
Se eu parar de voar sobre meus sonhos...
Abro minhas asas e me jogo,
Sem medo de me machucar,
Sou apenas feita de sonhos,
E esses jamais morreram nas minhas quedas...
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O sono vem, Os olhos refletindo as estrelas, O sono vem, E a luz do dia já está totalmente escondida... O sono vem, Os anjos encarregam-se de vir velar cada instânte... Sobre suas projeções mais ternas e doces, Escuridão torna-se acalento... O sono vem, Sem demora,sem medo... Olhares se perdem... O sono vem, E repousa um corpo frio sobre a cama... Luar resgatando toda a magia... O sono vem, Para eles novas cantigas, Quando anjos embalam,quando anjos zelam, Sonhos vem, Os olhos guardam e levam todo o desejo á alma... O sono vem, E junto com ele as velhas esperanças de um presente melhor ao amanhecer...
E o silêncio que o domina,
Carrega-o de volta ao passado,
Vindo de vastos sonhos secretos,
Suas verdades se tornam mentiras,
E suas mentiras se firmam na verdade...
Brinca como se estivesse diante a um parque,
A vida é apenas isso,
A vida muda conforme o piscar dos olhos...
E agora o silêncio o domina,
Antes tarde,antes aqui e agora,
Do que nunca mais,do que para todo sempre...
Segue seus próprios passos,
Inventa suas próprias histórias
E confia fielmente nelas...
É a vida apenas isso,
Não mais e nem menos
A própria alma em conflitos internos e sentimentos ocultos...
É o fim de um começo,é o recomeço enfim...
Tudo mais que seu silêncio representa,
Nem posso descrever,nem o seria justo fazer...
Pois para mim,
São os próprios defeitos que o cercam que o torna perfeito assim...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Meus olhos estão refletindo sua alma...
E o fogo que os queima,também arde em mim,
Meus olhos refletem tanto a chama do sol poente
quanto as buscas ilusórias dos seus sonhos...
Vejo-me sobre a luz enfraquecida,
Sobre ondas leves...
E essa leveza agora me traz paz...
Com apenas um toque sua cura será plena,
Minha pele trás em seus poros o remédio certo...
E em meu sangue o puro veneno...
Que juntos levariam-no aos extremos...
Do céu ao inferno...
Quero roubar você,
De uma forma que ninguém jamais fez...
Quero roubar-lo de uma só vez,bem aos poucos...
Sem horas e dias,
Quero rouba-lo a noção do tempo,
Fazendo seu coração parar um instânte...
Quero roubar você,
Em linhas tênues de sons...
Em versos simples,
Em palavras e canção...
Quero roubar suas lágrimas,
Arranca-las de sua alma...
E levar toda e qualquer dor para bem longe...
Quero roubar você,
Nos gestos e nas teorias...
Quero rouba-lo só para mim,
E te apresentar a minha parte eterna...
Quero rouba-lo com carinhos,
De formas que somente eu sei...
Quero roubar você,
Como ninguém jamais roubou...
Quero rouba-lo a cada dia um pouco mais...
E quando perceberes,já serás por inteiro só meu...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Não quero as lágrimas...
Quero um pouco de paz...
Não quero as lágrimas,
Quero apenas um abraço forte...
Não quero lágrimas,
Pois estas não são capazes de curar a dor...
Não as quero,
Porque não posso mais querer,
Porque não posso mais sentir...
E respirar assim,se torna insuportavel,
Não quero lágrimas,
Quero o conforto de uma boa companhia,
Não quero lágrimas,
Quero a leveza de um sorriso,
Queria poder respirar fundo e acalmar-me agora...
Mas isso tornou-se tão dificil,
Mesmo assim,sozinha aqui...
Não quero lágrimas...
Não quero nada mais...
E eu sabia,
Que aquele momento chegaria...
Era preciso conter as lágrimas,
Mas meu coração permaneceria em prantos...
Não sou perfeita,longe disso...
E meus erros assim como meus acertos me
trouxeram até esse lugar...
Sou apenas uma menina ainda,
Só isso,
Porém a vida não se importa com isso...
Ninguém realmente se importa...
E acho que eu também,passei agora a não me importar também...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Tenho a ti o ar mais puro,
Vinde a mim,
Óh ser abençoado,
Em armadilhas secretas,
Prende-se...
És prisioneiro de lutas,
És apenas uma alma sem brilho,
Passos sem destinos...
Em suas asas carregadas,
Seu sonho mais belo...
Vinde a mim,
Descanse sobre meu toque...
Repouse sobre minha sombra,
E desperte-se em meus olhos...
Vinde a mim,Vinde a mim,
E traga-me seus sonhos,
Em suas asas ão de haver leveza,
E verei seu vôo livre...
Vinde a mim,
Prenda-se nas minhas mãos,
Vinde a mim...
Isso é o bastante agora...
Sou um velho poço de lembranças,
Que carrega em si o preço da vida...
As velas que queimam sem cessar.
Embriagam-se em mim,
Como chamas inacabadas...
Ainda sinto o frio sobre a pele,
Aquele no qual muitas vezes aprofundei-me até
me fundir junto a ele...
Minha pele ainda queima,ainda congela...
Meus olhos ainda conseguem infringir as leis humanas...
Meu sangue,meu coração pulsante...
São apenas sinais de boa aparência,
Uma máscara,um refúgio...
Qual só a ti revelarei...

E eu me apaixonei,desde o primeiro instante,
Estava encantada e esse encantamento
me levou para longe...
Era apenas um estranho,
Um ser de outro planeta,
E eu não era nem menina nem mulher...
Simplesmente não sabia bem em que me encaixava...
Aqueles olhos brilhantes prenderam-me em outro universo...
Emfim eu aprendia a ser quem sou...
Me apaixonei por um belo ser,
Queria leva-lo comigo,

Queria toca-lo por um só instante a mais...

Mas a vida reservou-me outra realidade,
Da qual eu não tinha controle... Ai então você partiu...
E agora em seu tumulo estão pedaços de mim...

Sei que o que menos gostava era de ver minhas lágrimas, Mas a saudade é tanta meu querido... Só não quero que fique triste,esteja onde estiver,
Porque cada segundo que passei com você,
Foram os melhores de minha vida...
Deus deu a mim seu anjo mais lindo...
E de você sempre lembrarei com carinho e ternura...
Agora sinto-me entorpecida pela dor... Sinto-me sozinha e desprotegida...
Porém sei que seu coração ainda está comigo,
Sei que não me deixaria sozinha aqui e que ainda me protege... O amor mais lindo que eu conheci até hoje,
Foi você que me trouxe,
Agora em seu tumulo, Estão pedaços de mim...

domingo, 17 de julho de 2011


Em minhas veias o velho sangue,
Sempre percorrendo seu rumo incrédulo...

A pergunta por entre as veias segue,

Serei melhor algum dia?


Se as horas começam a pesar,

Talvez só mais uma humana?

De pulmões a respirar,

O ar poluido das cidades,
Não,não sou apenas isso...


E a suplica calada,

Leva das noites a sua beleza,

Não sou apenas isso...

Olhos cansados de chorar...

Em lágrimas corrompem-se,

A dor,é um inimigo,ou amigo
Quem o livra da solidão?

Ternos poemas bobos,

Seguem sendo recriados e criados...


Não,não sou apenas isso....

Estão substimando-me,
Colocando minha raça sobre um pedestal,

Com descrições como rótulos...

E quando isso vai parar?


Não há necessidade de provar nada agora,
Não sou apenas isso,

E quem se importa?

Humanos,seres mortais...

Magia,contos de fadas...

Não,não sou apenas isso...
Teus olhos,
Vieram sorrir pra mim,
Teus olhos,
Me trouxeram a outra direção...
Passei a ver,tão somente teus olhos,
Que me tornei cega aos meus...
Embriagada de paixões,
Não verei nada mais que seus olhos...
Olhar que encanta...
E de tão somente ver seus olhos,
Tornei-me parte deles...
E o que sou,e o que és agora?
Somente olhos não veriam,
Somente palavras não diriam...

Posso ser o frio que te congela,
Posso ser o fogo que te queima,
Tudo vai depender de quem serás...

Eu encontrarei alguns caminhos,
Seguirei-os como quem crê no impossivel,
Talvez tudo seja novamente inutil...
Mas enquanto eu puder esperar,
Enquanto ainda tiver vida...
Estarei esperando por você...

Posso ser a paz,
Que te adormece,
Ou talvez a falta de calmaria,
Que não te deixa fechar os olhos...

E o que sou?
Quem sou?
Pra onde vou?
Nenhuma pergunta responderei...

Posso ser o sangue que pulsa em suas veias,
Posso ser o ar de seus pulmões,
Posso ser apenas o vento que tocou seu rosto
em um dia de verão...
De qualquer forma,ainda estarei esperando por você...
Através dos vidros da minha janela...
E quando ver sua doce face,
Não precisarei dos vitrais há minha volta...
Pois com você,estarei segura...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

E se não houver paz,
Serei minha própria guerra...
Se não houver consolo...
Serei minhas próprias lágrimas...
*****************************
Se não existir sol,
Brilharei com minha luz própria,
Se não existir luar,
Aprenderei ver através da escuridão...
**********************************
E se não houver caminhos,
Arrumarei asas pra voar...
Se não houver sorrisos,
Ainda serei lágrimas...
*******************
Se não existir compreenção,
Tentarei ao menos me entender,
Se não existir sonhos,
Serei a própria realidade...
***********************
E se não houver carinhos,
Serei a própria força que assombra,
Se não houver beijos nem abraços,
Serei a solidão que consola...
*************************
Se não existir céu,
Serei o próprio inferno,
Se não existir perdão,
Serei a punhalada final...
******************
E se os dias puderem proporcionar
um pouquinho de tudo isso,
Em meus dias funestros,
Serei humana,Serei anjo,
Serei luz e escuridão...
********************



...E o que torna a vida bela, Não são os bens que as cercam... Nem a superficialidade que a domina... São os porques e os talvez... Os sonhos e os planos... A sabedoria de reconhecer um erro cometido, A sinceridade em um sorriso, As rosas possuem seus espinhos, Assim como a vida possue suas tristezas, Porém rosas e vidas nunca perdem sua beleza total... A pureza contida nelas,a simplicidade... Restritamente as coisas podem ter vários ângulos... Veja os espinhos, Serás apenas a dor, Veja apenas a rosa, Serás apenas beleza, Veja ambos, Terá o dom da vida em mãos...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Prende-se as mãos,
Entrelaçam-se os acordes...
Prendem-se corações,
Em poços escuros,
E a vida pulsa em linhas tênues...
Pedem socorro,
Do desconhecido,
Do inevitável,
E os sentidos se perdem...
Prende-se as mãos,
Troca de calor humano,
Apoio,abrigo...
O mal que se desfaz...
Prendem-se os instântes,
Em suas horas que sufocam-no...
E o que resta,nem é visto a olhos atentos...
E o que resta nem é mantido,
Nem é guardado sobre sete chaves...
Apenas prende-se as mãos...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Medo...
De dias mais frios sem
o calor de um abraço...
Medo...
De dias quentes sem
a brisa sobre o rosto...
Receio de não ter mais o luar,
De não ver mais o brilho do sol...
Medos infundados...
Volta a solidão outra vez...
Eu estou longe,longe de você,
Longe de mim,
Longe de completamente tudo...
Ternura em um ser,
Olhos refletindo a imagem sobre o espelho,
Sábias lições,sábios ensinamentos,
Confrontadas nas suas lutas invisíveis...
Acreditas que não é mais um anjo,
Mas ainda conserva a pureza de uma criança,
Levando consigo as palavras que conservam a vida...
Uma alma nobre,buscando seu lugar...
Salvam-se novos corações feridos,
E o que és se não ainda um anjo sem suas asas?
Um anjo sobre a pele humana,
Que possue acima de tudo o dom da vida plena,
Você pode sentir o vento sobre o rosto,
O calor do toque...
E tudo isso conserva seu ser.
Renovando-se...
A beleza ultrapassando os limites,
Em seus olhos,em seus gestos...
E o que pode ser se não um doce anjo?
Um anjo humano,humano anjo?
(Para meu nobre amigo Adriano Lii)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Os pedaços que circulam as luzes das velas...
A chama queima na escuridão,
E o choro segue incessante...
O quarto escuro transcede-se sobre apenas uma luz e um som...
Os soluços embriagam o ar...
Tristezas,saudades?
Alguma dor incurável,
Ou uma mágoa oculta?
Nenhuma pergunta será respondida agora...
Pois não há quem as possa fazer...
Apenas a companhia da pequena luz,
Observando as lágrimas caindo sobre um rosto...
Refletindo através dela o preço real da vida...
A escuridão segue serena e a vela queima suas ultimas chamas...
Aquele estranho levanta-se e vê a imagem refletida no espelho,
Não é o que procurava ver...
Está só,
Tão somente acompanhado de si mesmo,
E as lágrimas retornam sobre sua face,
As mãos de um doce anjo vem para impedi-lo de cair...
Sua morada agora não se limita...
Os sonhos carregam a realidade a outro lugar...
Não diria que possuo o dom da palavra,
Pois dons são feitos raros,
E meu ser se difere entre realidades e sonhos,
Gritante em mim,
Há apenas minha alma,
Que profere tais palavras tolas,
Amo a vida que fez de mim uma alma nobre,
Pois foram meus piores dias que fizeram de mim...
Sou apenas mais uma alma...
Aqui agora...em silêncio...
Ou palavras...Apenas agora aqui...
Enfrentaria meu próprio fogo,
Onde as ondas do mar não podem chegar,
Sobreviveria as brisas frias da noite,
Onde ninguém pode tocar,
Eu senti seu coração enterrando-se sobre seu peito,
E a faca que o transpassava tornava a dor visível...
Um dia de sol,corroendo as muralhas de seu escudo,
Eu enfrentaria o próprio sangue,
A própria faca enferrujada,
Se isso não custa-se teu sorriso...
Fenece agora a alma mais adorada...
A saudade jamais adormece,
A dor jamais partiu...
O que resta é somente novos dias...
Talvez recomeços...
Mas jamais perderei as cicatrizes que me tornaram forte...
Eu enfrentaria meu próprio fogo,
Queimaria em minhas próprias chamas,
E descansaria sobre meu próprio gelo...
Se isso não custa-se teu sorriso...