terça-feira, 26 de abril de 2011

O espelho que prende sua alma...
Esta se quebrando sobre sua face...
O espelho que prende sua alma...
Está refletindo uma máscara...

E eu vejo,
Vejo através da sua alma...
Aquelas dores que o espelho não pode prender...

E eu vejo,
Através dos seus olhos,
As verdades que procura esconder...

E eu vejo,
Através da sua face...
O medo,apenas não entendo o porque...

E eu vejo,
Vejo muito mais do que um espelho e do que um breve reflexo...
Eu vejo,vejo realmente você...

Fogo ardente,
Sob a luz queimando olhares...
Chama fervente,
Sufocando a vertente da vida...
Na chama da vela,
Sobre a mesa vazia,
A sós está,no frio da calada da noite...
Passam as horas...
Corre o tempo...
A pele está intacta...
Sem vida,sem morte...
Novamente,sem ar,
Sem respirar...
Segue-se as horas em seu relógio velho...
E a luz acaba...
A escuridão toma-o pelas mãos...
O frio e a solidão levam-no,
O que talvez seja para sempre...

segunda-feira, 25 de abril de 2011


Sublime vazio...
Saiba que estou aqui cantando por você...
Um anjo doce como a escuridão..
Saiba que eu sempre estive aqui,
Vendo a vida passar..
Apenas a esperar por você...
Apenas por querer te encontrar...
Sempre estive congelada no tempo...

E as palavras que disse até hoje nunca tiveram sentidos...
Vejo as lágrimas de seu olhar,
Eu vou sentir cada dor que embriagar sua alma...
Eu vou ser cada pesadelo seu...
Só pra depois transformá-los em belos sonhos...

Vivendo,morrendo...
Ou apenas querendo te encontrar...
Sei exatamente onde repousa seus segredos...
Seus passos são incertos,
E sua vida é jogada fora,
Eu posso ver,
Tudo que não é certo...
O mundo gira depressa,
Eu vejo-me com as mesmas preocupações...
Você não quer enxergar,
Você não quer aceitar o fim....
E os dias se tornam um fardo...
E a solidão tortura...
Não consigo assistir,
A própria destruição clara de uma alma...
Onde foi que tudo se perdeu?
Onde estão suas razões pra seguir?
Se o fim,sempre é parte de um recomeço...
Aceite o fim...Aceite...
Os dias ainda serão escuros,
A vida mesmo assim precisa seguir...
São os caminhos que se precisa passar...
E os sonhos são levados,
Pelos labirintos incertos da madrugada...
Doce tontura que abala...
Construindo-se dentro de si muralhas...
Inalcançável beleza que embriaga...
Olhar vazio...
Vida ao lado da morte...
Sons insanos da dor...
Elevam a alma para os céus...
Mistério,magia...
Conjuntos incertos de memórias...
Silêncio...gritos...
Dor...ou simples amor ferido...

sábado, 23 de abril de 2011

Refletindo velhas imagens,
Sobre o pôr do sol ardente...
Poucas memórias presentes...
Poucas histórias,
Pouca vida...
Há uma dor sobre seu olhar...
Uma lágrima sobre sua alma...
E o estranho confronto entre seu querer...
Há um sonho,
Transformando-se em pesade-los...
Há somente a solidão...
Contemplando as ondas do mar...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sobre o olhar de meu anjo,
Encontra-se minha paz...
Sobre as asas de meu anjo,
Os sonhos que me fazem viver...

Sobre os passos de meu anjo,
Encontra-se os caminhos a trilhar...
Sobre o sorriso do meu anjo...
O consolo...

Sobre as lágrimas de meu anjo...
Meu coração em prantos fica...
Saboreando a amarga imagem,
Sobre a sua existência,
Anjo meu é quem pode me salvar...

terça-feira, 19 de abril de 2011


O som estridente de vozes,
Eis que surge uma doce imagem...
Guiada por versos na calada da noite...
Temendo a escuridão que o cerca...
Com medo de entregar-se ao seu sonho secreto...
Eis que a realidade tortura,
E a ilusão destrói...
Não há fim,nem começo...
Nem tempo,nem espaço...
Apenas o colapso da memória revelando o irrevelável...
Oh como se torna tão minha a dor refletida em seus olhos...
Anjos não podem derramar lágrimas...
Meu anjo não...
Existem tantas coisas aqui ainda...
Um mundo inteiro que pode se tornar seu...
Não,não...
Meu anjo não...
Não chores...
Eis a vida sobre a vidraça de sua janela...
Eis que um doce sorriso ainda há de vir...
Então feche seus olhos...
E quando a dor vier,
Tenha a certeza de que estarei junto a ti até mandá-la
embora para sempre...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dizem que é preciso aceitar...
O inaceitável...
Mas me diga onde há?
Forças para não cair,
Quando o sangue para de correr por entre as veias...
Quando a alma prende-se e contrai-se sobre si mesma...

Dizem que o sol sempre irá voltar,
E que tanto ele quanto a lua estão sempre presentes...
Mas me diga onde encontrar a luz?
Quando os dias se tornam tão escuro quanto a noite...
Quando a noite se torna breu...

Dizem que é preciso aceitar...
O inaceitável...
Mas me diga como agir?
Quando os pensamentos se tornam inimigos...
Quando apenas lágrimas refletem a luz...
Me diga...Apenas me diga...
Como enfrentar as faces da dor...
E os dias passam lentamente
Sobre as janelas...
Através da vidraça luzes do sol passam...
Doces lembranças...
Junto ao preço das despedidas...
A traição da memória entristece...
É um novo dia...
Tão distânte das alegrias vividas...
Sobre as paredes a velha solidão...
Há apenas a vidraça...
Há apenas imagens que se apagam gradualmente...
Não há toque,não há sons...
Será este meu presente?
Presente tão vazio de sorrisos...
As nuvéns trazem a chuva...
Suas gotas de água não me tocam...
Intocável e só...
Com as mesmas saudades,
Com as velhas lembranças...
Com uma nova e presente dor...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Apenas mais uma imagem,
Retorcida sobre as dores...
Quais já não se há explicação...
Os mistérios escondidos,
As palavras do silencio,
Só levam a uma direção...
Como vou te encontrar?
Se não há caminhos aqui?
Sem você talvez não veja novamente a luz...
No fundo de meu olhar,
Poderá reconhecer,
Que sempre estive,esperando por você...
Será você esse alguém?
Meu anjo mais escuro,
Meu guia noite dia através de toda vida...
Talvez eu não deva acreditar,
Deva parar de sonhar...
Mas quando fecho os olhos posso encontrar o seu olhar...
Então vem essa certeza de que esperas também por mim...
Venha me digas onde está?
Minha alma clama por um brilho de seu olhar...