Doce em versos numerosos,Em tenebrosas fugas interiores,Olhos misteriosos,Cruel em sonho...Pesadelos consoladores,Abranda o mal e a alma torna-se nobre...Coração de batimentos sutis,Ternamente em minha fascinação...A eterna devoção,Longe do negro oceano,Arrasta-me em labirintos,Então retornarás a ver meu vazio gritante...Com suavidade soará palavras de consolo...Procuraras por mim,Encontrará talvez meu refugio,Que abrange além das ruínas...
Meu veneno em ressoantes cores,Lança,por vezes em um jardim perfeito,A alma,em punhos cerrados a sombra e lágrimas,Lê sobre as faces todas as verdades,Retornando a prisões secretas,Ignorais o rancor,a vingança,a dor...Em nevoeiros sem fim,Por vezes retorno a envocar este luar encantado,Na busca por equilíbrio incerto...Dos céus espirituais,o sol escurece...Resplandece minha alma cansada,E quando me perder sobre a universal memória,Ei de me encontrar em sonhos amargos de alguém...Sobre as feridas abertas,correrá novos venenos,Inundando meu próprio ser...
Em um sono doce,como a morte eu posso,Entender o abismo das horas incessantes,Ao meu destino que é doçura e vício,Em teus breves silêncios,Meu caminho se estende ao infinito,Amarrando-me a um encanto solene...Adormece sobre as cantigas,A paz,tão procurada,Onde a noite imortal já não desperta...Com as frias garras,um toque,Obscuro horror amável...Indefinível a noite escura insondável...Moldurada por cinzas,torna-se o fogo a aquecer...Sobre o veneno dos encantos render-se...
De onde vem o ar que desanima?Uma dor simples,nada misteriosa,
Embora sua voz seja doce emudece,Deixa o coração embriagar-se,Perde-se em teu olhar este sonho infinito,Condena-se as sombras ao alto do céu...Amarga estátua imóvel,Anjo sobre as noites,Fascina,consola... Em harmonias imprecisas, Bela visão analisa, Não se vê sua beleza eterna, Metamorfose tão mística, Que em meus sentidos se resumem... Sua voz faz meu perfume, E seu hálito minha musica... A um anjo cedeu poder,magnetizaste, Jogando ao meu olhar uma pobre alma...
Lembro-me de quando o vento soprava as cortinas de minha janela,Do som,certo dos uivos e seu toque sobre os vidrais,Sobre a mesa,Continuo a escrever,em busca de mim,Em busca de alguém...Na tentativa de me eternizar em versos,Através de meu mundo de sonhos,Sou apenas isso que não se pode ver,Apenas a trilha sonora nunca tocada...Liberdade prende-me,Pois nela me aprisionei,Sem motivo algum,Sigo na imensidão de meu castelo de sonhos,E a vida por os vitrais de minhas janelas passa...