quarta-feira, 30 de junho de 2010

O alto grau de salvação,
Encontra-se sobre a mesa,
Quem há de resgata-lo?
Oh dor inoportuna,
Apóia-me em seus braços...
Como forma de consolo...
Ei de em minha face ainda encontrar,
Vestígios de alegria,
E em meus olhos ainda verás,
A esperança que me foi tomada...
Quando novamente lembranças carregadas,
Desencadearem versos tristes,
Tomai minhas mãos,
Como forma de aquecer um coração negro...
Retorna-me a paz,
Com simples olhar...
E verás seu anjo em um novo recomeço...

E eu queria que soubesse,
Qual o motivo das lágrimas e
esse silencio em meu olhar...
De palavras,inúteis,
Mas não consigo ver outras saídas...
Fecharam todas as portas,
Meu sacrifício será após o por do sol...
E eu queria que soubesse antes disso,
Do peso que carrego sobre meus ombros...
O medo torna-me covarde,
E o tremor,faz meus passos saírem da direção...
Mas o que mais temo,é que você não veja...
E eu queria que soubesse...
O quanto sua respiração faz a dor ir embora...
Queria que tomasse consciência,
Do quanto seu sorriso me acalma nas tempestades...
O quando seu olhar traz luz,na escuridão que encontro-me...
Minhas palavras,
Mero alfabeto sem valor...
O que me ferem...
Nada consigo pronunciar,
Não há nada,
Nas coisas que eu jamais disse...
Assim a vida perde seu sentido,
Minha ilusão cegou-me...
E eu queria apenas que você soubesse,
O quanto minha existência encontra-se vazia...

segunda-feira, 28 de junho de 2010


Há uma linha tênue entre seu sorriso e seu olhar,
Por mais que versos simples,sejam inúteis,
Palavras prosseguem com a idéia fixa de manter-se
a escrever-los...
Dignamente velhas folhas,papeis dobrados sobre a mesa,
Coisas atoas...
Coisas demais...
Caminha contra as luzes do sol,
A observar a própria sombra,
O vento sopra forte sobre sua face,
E a questão não é o que isso irá causar...
A questão de onde irá chegar...
As probabilidades de um sucesso cega
O possível erro casual...
Mais sublime és,
A linha tênue que percorre sua face quando sorri...

sábado, 26 de junho de 2010



Até quando sacrificarei meu sorriso?
Até quando acharei normal agir assim comigo mesma?
Sobre espinhos e punhais coloco-me frente a frente...

Nada mais resta,
Se não feridas...
E o velho medo volta...

Temo olhar para o novo amanhã...

Mas na verdade o que mais quero é
que alguém
faça tudo isso ir embora...
Na verdade sempre houve um medo,

Na verdade,viver é algo que não aprendi...
Sigo os caminhos,desviando da realidade,

Vivendo sobre um mundo inexistente...

Mas na verdade o que mais quero é
que alguém
faça tudo isso ir embora...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Há sobre pontes novas,
Um novo caminho
Sem igual...
Atravessando velhas avenidas
Algo está errado,
Mas as curvas permanecem no mesmo lugar...
O brilho da noite,
Faz as coisas serem totalmente desprezíveis...
As flores crescem,como se implorassem por salvação..
Ao seguir a estrada,
Um doce olhar vai guiar,
As pedras que circulam toda parte,
Uma escala breve haverá...
Sobre as montanhas, sempre há de surgir outra face..
Sobre canções, versos e poesia,
Uma breve estrofe obscura, inadequada,
Incompleta e incompreensível...

Dias perdidos,
Outro caminho a percorrer,
A sensação inoportuna de perder constantemente surgirá,
Engana-se e mente a si mesmo,
Como se ninguém estivesse presenciando a cena,
Teatro criminalista da vida,
Segue como se a peça fosse seu ar,
Mas conheço sua verdadeira face,
Então tire as mascaras,
Olhe para mim,
Então as abandone para sempre...
Conheço cada gesto,
Mal elaborado,
Percebendo sua sutileza,
E as paredes tornam-se cúmplices das minhas descobertas...
Sei mais de você,
Então largue a mascaras que você mantém,
Tire-as e olhe para mim,
Então as abandone para sempre...

quinta-feira, 24 de junho de 2010


Não compreendo nada...
Não compreendo nem a mim mesma...
Então,venha e diga,
As coisas que eu já sei...
Talvez agora tenha que ouvir...
Talvez seja tudo que eu preciso...
Seu sorriso absorto ecoa por toda face...
E quando leio palavras em seus olhos...
Meus medos me prendem...
Então venha e diga pra mim,
As coisas que eu já sei...
Preciso ouvir,
Talvez seja tudo que eu preciso...
Então venha,e conte-me o
que já estou cansada de saber,
Ou simplesmente,não diga nada...


Uma imagem retorcida
Sobre orvalhos das flores...
Sua resposta é sempre a mesma,
E as perguntas se repetem,
Há um lugar,
Em lugar nenhum,
Pra alguém como eu...
Para alguém como você...
E essa é a única razão,
De me manter-me intacta...
Sobre coisas tolas,
Não há reação,não há o mínimo da emoção..
Cale-se novamente,
Suas respostas tão iguais as minhas perguntas são as mesmas...
E você também se perde...
E você também já não sabe onde está...
E eu volto a repetir...
Há um lugar,
Em lugar nenhum,
Pra alguém como eu,
Para alguém como você...
E essa é a minha razão, minha única razão,
De continuar sugando ar em meus pulmões...

quarta-feira, 23 de junho de 2010


Partem-se,pedaços de um passado...
Cala-se uma voz em mim,
E sua imagem volta a ecoar sobre pensamentos,
Sonhos que jamais quis sonhar...
Em sua face congelam...
Que dure pra sempre,
Porque agora,
Porque agora preciso de você...
Preciso na verdade,encontrar a mim...
A quem perdi em lugar nenhum,
Pode não ser compreensível agora...
Posso demorar a entender...
Mas o clamor que implora e suplica o afeto está queimando...
Porque o frio da noite também me fere...
E as palavras de todos nada mais dizem...
Preciso agora de você...
A simples paz que procuro...
Já não encontro-a mais em mim...
A libertação plena jamais alcançarei...
Minhas preces e minha proteção estão jogadas contra você...
Porque agora preciso de verdade de alguém...
Porque agora preciso da realidade...
Porque agora,preciso realmente de você...

Tenho tentado permanecer aqui,
Como se nada fosse possível,
Como se nada fizesse sentido,
E pra nada servirá,
Se cegos não puderem realmente ver...
Se os nossos ouvidos não mais puderem ouvir,
Coisas das quais jamais alguém pode alcançar?
Somente o oculto som das almas aflitas podem serem ouvidos...
Somente a face negra da razão pode ser encarada...
Fecha os olhos,
E o pensamento percorre lhe sobre a mente...
Sinas permanecem sobre a estranha visão sobre o mundo...
Seus passos não levam a lugar algum...
E é incompreensível demais pra um só ser...
Ver o mundo todo se acabar...
Mãos frias deixam de mover-se em direção ao sol...
A noite,sonhos levam...
No dia,desperta os doces sonhos,
Incapazes,inalcançável...
Por apenas um único motivo...
Medo... Medo da vida...
Do desconhecido sentimento que confunde um
pobre coração que já está partido...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Reduziu-se sangue sobre as veias,
Corre como se houvesse destino certo,
Indestrutível,
Cala-se,oh pobre sons,
Eis que a vela da vida queima,até morrer...
Suas preces,são cartas marcadas,
Seus pés com as impurezas improváveis e inaceitáveis,
Sobre as costas,
Cortam-se adagas infestadas por sangue inocente,
Há fontes de renovações,
Águas turvas,quais embriaga-se seus servos,
Olhos sobre sombras,
Carregadas de mil sensações,
Há um norte para um sul,
Onde o sangue que corre sobre as veias,
Já não é mais doloroso,
E suas mãos não possuiram mais o peso de um coração,
Reflete sobre as águas límpidas a pureza inegável,
Sobre os segredos da vida,
Em um baú preso aos labirintos,
Encontra-se o verdadeiro sentido do pulsar...

domingo, 20 de junho de 2010


Esqueço o passado...esqueço a dor...
Nas asas de meu anjo...
Protege-se um coração,que ainda não consegue bater da mesma forma que antes...
Nas asas de um anjo,
Esconde-se uma alma em busca de abrigo...
Nas asas de um anjo...
Sempre haverá minha paz...

terça-feira, 15 de junho de 2010


Como posso ser tão idiota?
Ao ponto de ainda achar que as pessoas são confiáveis...
O céu não deixa de ser menos azul,
E as estrelas não deixam de brilhar...
Mesmo que esteja com meu coração nas mãos,
Tudo está certo,nos seus lugares...

Como posso ser tão idiota?
Ao ponto de ter esperanças nos meus sonhos...
O sol brilha,
E a chuva cai...
O tempo não para,
Não há mãos estendidas pra ajudar-me a levantar...

Como posso ser tão tonta?
Querendo ver no fogo algo ainda inteiro...
A chama não deixa de queimar,mesmo quando parece que a brasa se apaga...
As ondas não param de ir e vir,mesmo quando se acalmam...
E o que queima em meu coração,ondas gigantes não apagam...

Como posso ser tão tonta?
Pensando que mentiras,são causadas por feridas abertas...
Pensando que magoas podem ser menos dolorosas em mim,
As folhas e as flores caem no outono,
Para na primavera renascerem...
Mas ninguém colocou em meu calendário a data de minha primavera...
E quando ela vai chegar?
Não eu não sei...

segunda-feira, 14 de junho de 2010


O que acontecerá,
Se as portas estiverem trancadas,
Não restará nenhum vestígio para mim...
Mostrará-se novamente incrédulo,
E meus possíveis erros...
Quem olhará por mim?
Quando tudo que conheço desmoronar?
E não houver,caminho seguro,
E minha alma estiver novamente em apuros,
Quem poderá tirar de mim cada pedaço de vidro
mergulhado sobre minha pele?
Sem respostas,sem razões,
Minhas verdades são mentiras,
Confeccionadas por meus sonhos,
Passos são incertos...
E realmente meu lugar não é aqui...
Quem me fará acreditar diferente disto?
Quem olhará por mim?

domingo, 13 de junho de 2010


Dias passam depressa demais
Escuto os sons do pulsar de um coração,
Será que minhas atitudes estão todas na contramão?
Procuro meu caminho,
Mas me vejo só sobre um deserto
Onde estará minha alma?
Onde está o que a desperta?
Onde preciso estar de verdade?
Sei que aqui,talvez não seja meu lugar...
Eu preciso me reerguer novamente.
Sua voz soa como um universo paralelo,
Preciso novamente recomeçar,
Mas não sei qual passo dar,
Por onde caminhar,
Sozinha sobre um deserto,minhas pegadas são apagadas pelo vento,
Não poderei voltar...
Congela-se um coração novamente,
Quem poderá aquece-lo?
Responda por favor...
Minhas palavras soam tão vazias,
Então,me abrace forte e as preencha depressa...
Sinto cada vez mais,
As cicatrizes,quais eu mesma causei...
Se nada me despertar,então o que vai ser,sempre um coração congelado?
Talvez você possa faze-lo pulsar...
Talvez possa fazer minhas palavras não serem vazias...
Então me abrace...
Me abrace com a certeza que o tempo não existe,
Com a certeza que o impossível não existe,
Com a certeza que o universo não é apenas o que os nossos olhos podem ver...

terça-feira, 8 de junho de 2010


Parte da escuridão,
Esquece das horas,
Que passam em sua memória,
Instantes de um momento,
Trancado a sete chaves,
Seu segredo mais oculto,
O corpo treme,
Sua pele fica fria
E as correntes que o prendem...
Partem-se com um novo propósito,
Inatingível está...Sobre velhas ondas sonoras...

Velas queimam sobre a mesa,
Que perece na imensidão,
Descontenta-se das horas frias...
Confusamente se distorcem,
E dilaceram almas inocentes,
Grandes histórias permanecem em sigilo,
Proteção,medo,angustias,somam-se...
Restam apenas o perigo constante...

Morre a cada dia,enquanto pensa estar vivo...
Morre a cada palavra,
A cada momento que chora,ou sorri...
E nada implora se não absolvição para seus erros mais incrédulos...
Morre quando pensa que está vivo e também quando pensa que morreu,
Morre,se não enfrentar a si mesmo...
Se não combater-se,
Acima de tudo vive-se,enquanto constantemente morre-se...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Totalidades,imortalidades...
Suas pegadas prosseguem marcadas,
Sua sina é mais que um breve sono...
Sua musica soa nos acordes mais altos
E nada parece chegar até seu destino...
Parece não existir...
Instantes guardados,em profundos corações,
E a alma segue assim
Sem princípios e fins...
Só querendo saber quem realmente é...
Ouça sua voz,
Veja-se diante ao espelho...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sós fogo ardente sobre correntes secretas....
Alma cortante,mata,fere,revolta-se...
Por meios vagos,devasta...
Inflamação cortante de brilhos torrentes...
Anjo volte a voar,
Suas asas já possuem consertos...
Diferem-se de um coração...
Exalam seu perfume sobre campos solenes...
Em mim cala-se canções...
Em mim,embriago-me em busca de consolo...
Em mim,anjo meu descanse após seu vôo...
Pois momentos são vastos de morte...
E a vida,poucos sabem vive-la...