sexta-feira, 20 de janeiro de 2012


As velhas lembranças se renovam...
Como gotas de orvalho ao amanhecer...
Eu contorço-me sobre a cama,
As ondulações do vento lá foram
Carregam-me para longe...
As folhas caem suavemente,
Como se fossem feitas para isso...
Não há flores em minha janela...
Apenas mais um outono...
Apenas mais um outono,na estação errada...
E em seu berço:
O dom da paz...
Em sua prece:
O dom da fé...
E em seus passos:
O caminho certo...
Em sua face:
O preço da vida...
E em seu olhar:
O brilho dos raios solares...
E em mim...
Apenas um ser...
O eu que te busca...

Dizem-me o que fazer...
Onde ir,o que beber...
Ironizando meu eu...
Como se;eu fosse apenas letras...

Afundando em um rio de lágrimas...
É você que me rouba a paz;
É você que é forte demais...

Minha loucura é não saber,
O que vai acontecer,
Se um dia amei alguém;
Hoje não sei se me convém...

E se escrevo para ti,
Talvez seja tarde pra mim...
Pois fugir nunca deu certo pra nós dois...

Ninguém mais,
Fará eu parar...
Não vou mais deixar o medo me tomar,
Em minhas mãos,terei minha vida...
E se puder...
Talvez seja com você...
Ao meu lado,em meu caminho...
É o que eu quero pra nós...
O tempo...
As horas...
Os dias...
Meus momentos,
No tempo,em horas nesses dias...
Quero o vento,
A flor,
A dor da cura...
O poder e a fraquesa...
Quero o poema vivo da doce morada...
E quando mais tarde me perguntarem
o porque de tudo...
Terei o prazer de possuir todas minhas respostas...
Apenas deixe-me viver...
E se eu errar e me machucar...
Ou acertar e vencer...
Não importa,
Pois tudo isso significa viver...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012


Ainda sinto o gosto bom daquele momento;
Era jovem demais,pequena demais,
E o encantamento tomava-me a inocência...
Os anos se passaram...
Nunca mais estive só...
Pois prendia-me em um abraço...
Em um afago amigo e em brincadeiras infantis...
Era jovem demais,pequena demais,
E ainda,após anos,continuo a mesma...
Só que agora sem você...
Sozinha;
O dia em que partiu,
A saudade teve um significado pleno para mim...
As vezes me pego pensando:
...Levaram meu anjo...
E foi exatamente isso que aconteceu...
Hoje a vida segue mesmo assim...
Sei que o céu precisa de anjos bons,
Embora doer muito,
Eu sei que viver é preciso...
Anjo meu,
De quantas formas eu poderia dizer-lhe?
Algo breve,bom e sereno;
Se meus dias estão nefastos sobre as noites...
Se meu mar de lágrimas está imundando meu ser...

Eu sou somente isso,
Humana!
Somente isso;
Nada mais,
Nem terra nem céu;
Nem lua nem sol;
A vida é breve,
Sem os sonhos em minhas mãos...

Anjo meu,
Por que precisa ser assim?
Por que não há nada o que fazer?
Por que tantos porques sem respostas?
Sinto-me mal sem você...
Sinto-me fraca,limitada...

Anjo meu,
Te confesso,
Sou somente humana...
Porém em meus sonhos,
Torno-me tão além disso;
Mas,sinto-me mal sem você...
Então não afaste-se;
Apenas me abrace forte...
Apenas esteja aqui...
Que assim poderei sonhar,
E ser quem sabe um anjo também...

Expressar em sons breves de angustias...
As lágrimas que habitam os olhos...
Lágrimas que cegam...
Que escurecem e entristecem...
Em mãos cálidas,
Sofridas,o aprendizado doloroso.
Apenas em sonhos;
E se só forem eles os que revitalizam?
Não,não quero acordar,
Então,não me acorde...
Deixe-me embriagar-me um pouco mais,
Quero que seja esse meu vício,
Meu mundo;
Meu viver,o meu sonhar...

E os dias passam,
Tão lentamente que se tornam rápidos,
Me afogo,me acorrento...
Há um peso sobre mim...
Sinto sobre meu corpo,
As dores da minha alma...
E descrevo-lhe,
Em tons serenos de palavras...
Cada cor da dor...
Cada dor de amor...
E quem disse que seria simples?
Simplesmente desconhece a simplicidade de verdade...
Não que a vida seja um lamento,
Nem reclamações obscuras...
Ela é bela sim...
Mas de sua forma,
Qual nem sempre conseguimos ver...
E agora só me pergunto,
Qual o próximo passo?
Se o escuro tomou-me toda...
Se meus gestos e palavras parecem terem perdido o sentido...
Porém torno a lembrar...
A vida é bela...
Só que hoje as lembranças não estão
Tendo efeitos sobre mim...