terça-feira, 5 de julho de 2011

Enfrentaria meu próprio fogo,
Onde as ondas do mar não podem chegar,
Sobreviveria as brisas frias da noite,
Onde ninguém pode tocar,
Eu senti seu coração enterrando-se sobre seu peito,
E a faca que o transpassava tornava a dor visível...
Um dia de sol,corroendo as muralhas de seu escudo,
Eu enfrentaria o próprio sangue,
A própria faca enferrujada,
Se isso não custa-se teu sorriso...
Fenece agora a alma mais adorada...
A saudade jamais adormece,
A dor jamais partiu...
O que resta é somente novos dias...
Talvez recomeços...
Mas jamais perderei as cicatrizes que me tornaram forte...
Eu enfrentaria meu próprio fogo,
Queimaria em minhas próprias chamas,
E descansaria sobre meu próprio gelo...
Se isso não custa-se teu sorriso...

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