Ainda sou eu...
Por de trás de tantas mudanças..
Ainda possuo o mesmo olhar,os mesmo medos...
Medos infantis...Medos da própria sombra...
Sou eu...
Aquela que lhe aprensentou um sorriso sincero em um dia de chuva...
Aquela que encheu os olhos de água mesmo em um dia lindo...
E por esforços invisíveis segurou as lágrimas;
Ainda sou eu...
Desgovernada na terra...
Andando em circulos,quadrados e triângulos...
Indo e vindo...
Tentando não errar...
Sou eu...
Tendo de morada o mesmo corpo,a mesma face;
Tendo um coração pulsante e sangue nas veias...
Ainda sou eu,
Na mesma voz,nos mesmos passos incertos...
Ainda serei eu ao adormecer,ao acordar e ao renascer...
Em palavras tolas e gestos desageitados...
Nem melhor nem pior,
Apenas humana,apenas uma alma incomum...