quinta-feira, 2 de junho de 2011

...Ela tinha razão, só queria correr até ele e abraçá-lo,queria fazer com que todas nossas dores se fundissem e se neutralizassem uma na outra,era impossível prever o quanto ele sofria,e o quanto eu mesma sofria ou o que ainda íamos sofrer diante nossas vidas,isso era como golpes certeiros de uma faca nas feridas,o futuro incerto e a certeza de só possuir a própria dor em mãos.Eu era no fundo apenas uma criança gritando incessantemente a alguém que pudesse contar-me uma história para adormecer em paz,mas hoje possuía a certeza de que precisaria ser mais do que isso,eu deveria simplesmente renascer para aqueles que tanto amo,não só precisava como eu faria isso certamente.
...Então descubro que a vida requer o máximo dos meus esforços,mesmo eu sendo tão pequena diante o mundo.Corro em direção ao jardim,minhas pernas já automaticamente desobedecem meus conceitos de que uma boa menina não deva se comportar assim,talvez eu não seja limitada a isso.Sobre o manto do anoitecer vejo ele a observar os últimos raios de sol,ele não pode me ver de onde está agora,mas eu o vejo e corro para abraçá-lo o mais depressa possível,neste momento perdemos os últimos raios de sol,os olhos se fecham como se houvesse a visão de algo muito melhor,novamente estou nos seus braços e o toque de sua pele é a única certeza de que não estou sonhando....

(...Pedaços de meu livro...)

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